Blog voltado para assuntos da cultura de matriz afro. Trataremos de lendas, itans, artigos sobre a religão. Aqui você encontrará tudo sobre Candomblé, Umbanda, Kardecismo, Catimbó, Culto da Jurema. Fotos, vídeos, artigos, matérias sobre entidades, lendas de orixás. Seja Bem Vindo! Asé
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domingo, 10 de março de 2013
Lenda de Osòguian // Oxoguian // Oxaguian
Oxaguiã não tinha ainda este nome. Chegou num lugar chamado Ejigbô e aí tornou-se Elejigbô (Rei de Ejigbô). Oxaguiã tinha uma grande paixão por inhame pilado, comida que os iorubás chamam iyan. Elejigbô comia deste iyan a todo momento; comia de manhã, ao meio-dia e depois da sesta; comia no jantar e até mesmo durante a noite, se sentisse vazio seu estômago! Ele recusava qualquer outra comida, era sempre iyan que devia ser-lhe servido. Chegou ao ponto de inventar o pilão para que fosse preparado seu prato predileto!
Lenda de Oyá // Iansã
Oiá ganha de Obaluaê o reino dos mortos
Certa vez houve uma festa com todas as divindades presentes. Omulu-Obaluaê chegou vestindo seu capucho de palha. Ninguém o podia reconhecer sob o disfarce e nenhuma mulher quis dançar com ele. Só Oiá, corajosa, atirou-se na dança com o Senhor da Terra.
Tanto girava Oiá na sua dança que provocava vento. E o vento de Oiá levantou as palhas e descobriu o corpo de Obaluaê. Para surpresa geral, era um belo homem.
O povo o aclamou por sua beleza. Obaluaê ficou mais do que contente com a festa, ficou grato. E, em recompensa, dividiu com ela o seu reino. Fez de Oiá a rainha dos espíritos dos mortos.
Rainha que é Oiá Igbalé, a condutora dos eguns. Oiá então dançou e dançou de alegria. Para mostrar a todos seu poder sobre os mortos, quando ela dançava agora, agitava no ar o iruquerê, o espanta-mosca com que afasta os eguns para o outro mundo.
Rainha Oiá Igbalé, a condutora dos espíritos. Rainha que foi sempre a grande paixão de Omulu.
Oyá é dividida em nove partes
Antes de tornar-se esposa de Xangô, Oyá vivia com Ogun. Ela vivia com o ferreiro e ajudava-o em seu ofício, principalmente manejando o fole para ativar o fogo na forja. Certa vez Ogun presenteou Oyá com uma varinha de ferro, que deveria ser usada num momento de guerra. A varinha tinha o poder de dividir em sete partes os homens e em nove partes as mulheres. Ogun dividiu esse poder com a mulher.
Na mesma aldeia morava Xangô, ele sempre ia à oficina de Ogun apreciar seu trabalho e em várias oportunidades arriscava olhar para sua bela mulher. Xangô impressionava Oyá por sua majestade e elegância. Um dia os dois fugiram para longe de Ogun, que saiu enciumado e furioso em busca dos fugitivos. Quando Ogun os encontrou, houve uma luta de gigantes. Depois de lutar com Xangô, Ogun aproximou-se de Oyá e a tocou com sua varinha, e nesse mesmo tempo Oyá tocou Ogun também, foi quando o encanto aconteceu: Ogun dividiu-se em sete partes, recebendo o nome de Ogun Mejê, e Oyá foi dividida em nove partes, sendo conhecida como Iansã, “Iyámesan”, a mãe transformou-se em nove.
Certa vez houve uma festa com todas as divindades presentes. Omulu-Obaluaê chegou vestindo seu capucho de palha. Ninguém o podia reconhecer sob o disfarce e nenhuma mulher quis dançar com ele. Só Oiá, corajosa, atirou-se na dança com o Senhor da Terra.
Tanto girava Oiá na sua dança que provocava vento. E o vento de Oiá levantou as palhas e descobriu o corpo de Obaluaê. Para surpresa geral, era um belo homem.
O povo o aclamou por sua beleza. Obaluaê ficou mais do que contente com a festa, ficou grato. E, em recompensa, dividiu com ela o seu reino. Fez de Oiá a rainha dos espíritos dos mortos.
Rainha que é Oiá Igbalé, a condutora dos eguns. Oiá então dançou e dançou de alegria. Para mostrar a todos seu poder sobre os mortos, quando ela dançava agora, agitava no ar o iruquerê, o espanta-mosca com que afasta os eguns para o outro mundo.
Rainha Oiá Igbalé, a condutora dos espíritos. Rainha que foi sempre a grande paixão de Omulu.
Oyá é dividida em nove partes
Antes de tornar-se esposa de Xangô, Oyá vivia com Ogun. Ela vivia com o ferreiro e ajudava-o em seu ofício, principalmente manejando o fole para ativar o fogo na forja. Certa vez Ogun presenteou Oyá com uma varinha de ferro, que deveria ser usada num momento de guerra. A varinha tinha o poder de dividir em sete partes os homens e em nove partes as mulheres. Ogun dividiu esse poder com a mulher.
Na mesma aldeia morava Xangô, ele sempre ia à oficina de Ogun apreciar seu trabalho e em várias oportunidades arriscava olhar para sua bela mulher. Xangô impressionava Oyá por sua majestade e elegância. Um dia os dois fugiram para longe de Ogun, que saiu enciumado e furioso em busca dos fugitivos. Quando Ogun os encontrou, houve uma luta de gigantes. Depois de lutar com Xangô, Ogun aproximou-se de Oyá e a tocou com sua varinha, e nesse mesmo tempo Oyá tocou Ogun também, foi quando o encanto aconteceu: Ogun dividiu-se em sete partes, recebendo o nome de Ogun Mejê, e Oyá foi dividida em nove partes, sendo conhecida como Iansã, “Iyámesan”, a mãe transformou-se em nove.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Ebori
Como vejo dúvidas freqüentes sobre alguns
rituais do culto afro, decidi escrever uma breve explicação de um dos primeiros
rituais que o "novato" no candomblé tem de passar, o Ebori
Antes de tudo, gostaria de esclarecer que o Ebori é um fundamento exclusivo do candomblé. É um rito primitivo oriundo do culto desde a Mãe África.
Para entendermos o que é bori, primeiramente temos que levar em consideração a etiologia da palavra. Bori é uma corruptela de Ebòorí (Ebó= oferenda + Orí=cabeça) que é o ato cerimonial de dar comida à cabeça,um dos primeiros fundamentos que o abiã passa no candomblé e para entendermos o ritual em si temos primeiramente que entender o Orí. O Orí é a base da filosofia de vida para o povo de língua Yorubá. O Orí é um Orixá individual exclusivo, co-existe nos dois mundos (Orun=céu e Aiyê=terra), ele é duplo, compõe-se de duas partes que estão interligadas, o Orí Inú que habita em nossa cabeça física e o Orí Òde que habita no orun. Eles se interligam através de uma canal permanente de energia. Quando tomamos o borí, procuramos dar equilíbrio ao Orí Inú, descansá-lo e também prepará-lo adequadamente para as obrigações de Orixá, como também para prover o equilíbrio, centralizar energias, reorganizar-se de uma maneira geral centralizando as idéias. O Orí é a entidade fundadora de cada personalidade, símbolo arquetipo em potencial que ordena a relação do homem com a sua origem, responsável pela qualidade de vida e longevidade da passagem existencial pela terra. Orí serve apenas a uma pessoa, nenhuma outra divindade poderá contestá-lo, ele é soberano. Tomar Borí é também, estabelecer uma equilíbrio de energia entre seu estado físico e o energético, é criar um fluxo magnético entre o Orí Inú e o Orí Òde e, por consequência, sintonizar-se com seu Orixá, que por sua vez, nos levará a nossa ancestralidade, forças sobre naturais, o clímax, o Axé. O corpo humano é a base do Orí, o seu igbá, o Orí não responde a preceitos, kizilas, ewós, dos orixás, ele é independente e único e tem seus preceitos e culto próprios, detém o livre arbítrio, designado por Olorun para acompanhar o ser humano na sua concepção até a sua morte, nenhum Orixá poderá contestá-lo.
E para que tudo ocorra na mais perfeita consonância de energias, é necessário e importantíssimo que todos estejam concentrados e envolvidos, todos num só pensamento positivo, numa união consentida de entrega e troca de energias. As oferendas serão partilhadas promovendo o concílio de fé, seriedade e irmandade.
Respeita-se o Orí da pessoa que está tomando a obrigação, tal igual fossem as suas, rezas, cantigas entoadas, levam-nos a uma festa prazerosa onde celebramos o Orí.
Tomar um Borí é fortalecer acima de tudo o nosso bem estar pessoal e energético
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Doenças que dão indícios de Problemas
com o Orixá
As doenças de pele são de responsabilidade de Obaluaiê, quem também são
atribuídas ás doenças de caráter epidêmico como: sarampo, varíola, tubérculos,
assim como as de alergias cutâneas e outras dermatoses como coceiras e manchas;
° O vitiligo, ligado a
Oxumaré
° A
erisipela, ligada a Nanã
° As
doenças venéreas femininas, a falta ou excesso de regras menstruais, abortos,
infertilidade e os demais distúrbios incluídos na categoria ‘’ doenças de
barriga’’ são ligadas a Oxum e Iemanjá
° A
impotência e a infertilidade masculinas são ligadas a Xangô e Exu
° Problemas
de visão e gargantas, é ligada a Oxum
° Distúrbio
respiratório, asma, falta de ar, enfisemas e enxaquecas, ligados a Yansã
° Distúrbios
emocionais, ‘’ doenças de cabeça’’ manifestação de loucura, são ligados a
Oxossi e Iemanjá
° Os
males do fígado e vesícula e as úlceras estomacais são ligados a Oxossi
° A
obesidade se apresenta relacionadas às Yabás como ao orixá Xangô
° Os
ferimentos e cortes produzidos por instrumentos e os acidentes automobilístico
são ligados a Ogum
° Queimaduras
ligadas a Xangô e Exu
° As
doenças do sistema circulatório e cardio vascular, inchações, distúrbios
renais, reumatismo, artrites e artrose, são ligados a Oxalá e Nanã
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Um Pouco a Mais Sobre o Candomblé
História do Candomblé
Origem do Candomblé: Ifé
insígnias religiosas de Ifé. Vêem-se com os efeitos: Edans (bastões de bronze, utilizados pelos membros da Sociedade OGBONIS na cerimônia secreta), um bastão de ritual com uma espécie de espiral saliente em ambos os lados, um tambor, um objeto com dois crânios na base, um machado e dois personagens sem cabeças. - BOSQUESTE SAGRADOS DE ORE: possuem abundantes esculturas de homens e animais. O grupo principal é constituído de duas estátuas humanas, a maior é chamada IDENA, o porteiro. IDENA usa um colar de perolas (contas), diferente dos demais usados em estátuas de terracota. Na cintura ostenta um laço e tem as mãos entrelaçadas. A cabeleira não é esculpida, mas representada por pregos de ferro fincados, como acontece na arte de Ifé. -BOSQUETE SAGRADO DE ORODI: encontra-se nele uma estátua de pedra com a cabeça e o corpo enfeitado com pregos, similares aos que ornam Idena. Tem na mão direita uma espada e na esquerda um abano. Está situada em Enshure, província do Ado Ekiti.
Essa publicação tem um resumo de "uma das histórias da origem do candomblé"
Conheço várias outras histórias, mas essa é uma das que mais "rodam" por ai
Tem uma breve explicação sobre cargos hierárquicos numa casa de Santo
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